Conheça os cinco vencedores da Ação Cultural de Setembro!
"Qual foi a corrida de Fórmula 1 mais marcante em sua vida? E por quê?"
1. Mauro Luiz Benedito da Costa
A corrida de F-1 que mais marcou minha vida só poderia ser a de 1994. No dia primeiro de maio, feriado do Dia do Trabalho (que caiu em um domingo), houve um grande desfile na Festa do Peão de Boiadeiro em minha cidade (Paraios-SP).
Estávamos divididos pela emoção da corrida e do desfile, que era bastante tradicional na cidade. Os televisores exibiam o desfile e a prova, era alegria total na cidade. Eu nem sabia o que assistir, dava uma olhada no desfile e outra na corrida que acontecia no autódromo de Imola.
Estava com meus amigos e familiares quando me disseram: "Olha que batida!" Ao olhar para a televisão vi o carro do Senna chocando-se contra o muro Tamburello. O carro passou reto a mais de 300 km/h na curva. Ele bateu com seu Williams no muro de proteção. Sua morte foi confirmada horas depois no Hospital Maggiore, na Bolonha, Itália.
A festa ficou triste, o desfile perdeu a graça, todos queriam saber qual seria o desfecho do ocorrido enquanto a confirmação da morte não era dada. Este momento foi muito marcante para os torcedores e todos os brasileiros, quer gostem ou não de F-1. Senna não ficou conhecido somente nas pistas, ficou conhecido também pela generosidade fora delas. Ele iniciou obras filantrópicas que deram origem ao Instituto Ayrton Senna, que hoje atende cerca de 420 mil crianças e jovens em todo o Brasil. Vale a pena lembrar, Senna vive até hoje nos corações de muitos brasileiros que necessitam de amor, carinho e educação.
2. Ajellio Akira de Queiroz
Uma prova de F-1 que me emocionou muito foi a do dia 31 de julho de 2000. Meu filho caçula tinha exatamente 50 dias e estava internado no hospital universitário por problemas até então desconhecidos. Eu estava em casa me preparando para ir ao hospital levar algumas roupas para minha esposa, mas como ainda era cedo decidi assistir ao GP da Hungria.
Como nós brasileiros já há muito tempo não sentíamos na pele como era assistir uma vitória de nosso País na F-1. Especialmente essa data me marcou muito, pois trouxe um pouco de esperança ao povo brasileiro que vinha de um jejum prolongado e, principalmente à mim, que precisava naquela época de muita força para acreditar nos médicos e que tudo iria correr bem no tratamento do meu filho.
Bom, vocês devem estar curiosos pela doença de meu filho, certo? Pois bem, foi constatado, depois de sete dias internado, que ele tinha adquirido pneumonia e, graças a Deus e aos médicos, foi possível reverter a situação.
3. Erivelton O. Melo
A prova de F-1 mais emocionante para mim foi a do ano de 1993, mais precisamente do dia 23 de maio, após o GP de Mônaco, com a vitória do grandioso e saudoso Ayrton Senna. Eu e mais alguns amigos fomos a um barzinho de um amigo para comemorar a vitória. Depois de algum tempo, chegou um grupo de pessoas e neste grupo estava uma morena que me chamou muito a minha atenção.
Fiquei praticamente enlouquecido pela morena, não aguentando mais fui até ela, me apresentei, perguntei se estava acompanhada ou algo parecido; prontamente ela falou que não. Então respirei fundo e começamos a conversar, papo vai papo vem, trocamos telefones e percebi que ela gostou de mim.
Resumindo toda a história, hoje estamos casados, temos lindos filhos e neste ano faremos 15 anos de união.
4. Reinato Carneiro
Lembro-me muito bem daquele domingo de manhã que, em minha casa, eu e meus irmãos acompanhávamos pelo rádio (na época não tinha televisão) a corrida de F-1 – estava passando o circuito de Silverstone, na Inglaterra, em 1985 – quando, ao final da corrida, o brasileiro Nelson Piquet falava com conhecimento em uma entrevista sobre as características de seu carro.
Aquilo me chamou muito a atenção, fazendo com que eu me interessasse cada vez mais pelo desenvolvimento tecnológico no mundo automobilístico.
Até hoje (agora com televisão) acompanho sempre as corridas de F-1 e os detalhes tecnológicos envolvendo automóveis. O que me influenciou muito nos conhecimentos automobilísticos.
Uma curiosidade: Às vezes deixo de ir à missa no domingo de manhã para assistir aos grandes prêmios. Viva a F-1!
5. Luiz Carlos da Silva
Com um carro sofrível da Toleman, Senna mostrou seu cartão de visitas para o mundo ao correr de forma agressiva no GP de Mônaco, em 1984. Ele chegou em segundo lugar e só não ganhou a prova porque a corrida acabou encerrada pelo diretor da corrida quando o brasileiro estava se aproximando do piloto Prost, em ritmo alucinado.
Eu, na época com meus 15 anos, acompanhava de perto a F-1 e até hoje levanto cedo da cama aos domingos para assistir e torcer para o melhor piloto, não importa de qual país ele seja!
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